domingo, 12 de julho de 2026

XXIII Festival Mundial da Cachaça em Salinas (MG)

O 23º Festival Mundial da Cachaça em Salinas (MG) reuniu cerca de 45 mil visitantes no Parque de Exposições Adail Melo, entre os dias 10 e 12 de julho de 2026 . O evento gratuito destacou a cidade, que é a capital nacional da bebida com mais de 200 rótulos registrados, movimentando o turismo e os negócios locais.


O festival celebra a identidade cultural de Salinas, município que conta com dezenas de propriedades produtoras legalizadas. A edição recente contou com:

Estrutura: 109 estandes e 75 marcas de cachaça de alambique.

Atividades: Rodadas de negócios, workshops da cachaça, oficinas de avaliação sensorial e roteiros turísticos com visitas a alambiques.


Shows Nacionais: Apresentações de grandes nomes da música como Pablo, Henry Freitas, Luan Saraiva e a dupla Clayton & Romário.


O festival é um dos maiores eventos culturais de Minas Gerais e do país, movimentando a economia do Norte de Minas. A expectativa da organização para o evento era gerar até R$ 50 milhões em negócios e criar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos na região.


sexta-feira, 10 de julho de 2026

SANTA CRUZ DE SALINAS E O TENETE FELISMINO HENRIQUES DE SOUZA

Município de Santa Cruz de Salinas e o Tenente Felismino Henriques de Souza: duas histórias que se entrelaçam

 

Visitei o município de Santa Cruz de Salinas nos dias 13 e 14 de junho de 2026. Durante a estadia, o clima mostrou diferentes faces do Norte de Minas: em alguns momentos, sol forte e calor; em outros, céu encoberto, chuva e frio.

 

Caminhei pelas ruas do centro da cidade, fotografei a praça principal, a Igreja Matriz, algumas construções e vias urbanas. Almocei no Restaurante Sagrada Família e pernoitei na garagem da Prefeitura Municipal.

 


Um dos momentos mais marcantes da visita foi a conversa com o senhor Venilton Henriques Coelho, servidor público municipal. Ao falar sobre Santa Cruz de Salinas, ele demonstra um carinho especial pela cidade. Segundo ele, viver em um município pequeno proporciona uma convivência diferente: ao sair de casa, sempre encontra pessoas conhecidas, conversa com amigos e sente que a comunidade mantém laços de proximidade que se perderam em muitos centros maiores.

 


Venilton relembrou também a trajetória política do município. O distrito de Santa Cruz de Salinas foi criado em 1911, quando ainda pertencia ao município de Salinas. A emancipação político-administrativa somente ocorreu em 1985, após três tentativas. Nas duas primeiras, o movimento emancipacionista não obteve sucesso. Na terceira, Venilton participou ativamente da campanha, ao lado dos vereadores Silvano, Preta e Zé Moreno. A população aprovou a emancipação em consulta popular e decidiu manter o nome histórico do distrito: Santa Cruz de Salinas.

 


Segundo ele, antes da emancipação o distrito apresentava condições bastante precárias. As ruas eram de terra e cheias de buracos; não havia calçamento; porcos, cavalos e jumentos circulavam livremente pelas vias públicas. Na sua avaliação, era um dos distritos menos estruturados entre os que conquistaram a emancipação naquela época.

 


Quatro décadas depois, Venilton considera que a realidade mudou profundamente. Destaca principalmente os avanços na área da saúde. Hoje, segundo ele, são realizados mutirões com diversas especialidades médicas, o município disponibiliza transporte para buscar os pacientes e, quando necessário, encaminha os casos de maior complexidade para cidades como Montes Claros, Salinas e Taiobeiras.

 


Outro aspecto que faz questão de ressaltar é a segurança. Para ele, Santa Cruz de Salinas continua sendo uma cidade tranquila, onde ainda é possível viver com qualidade de vida. As lembranças da infância são marcadas pelas brincadeiras nas ruas e pelas tradicionais festas religiosas, que permanecem como parte importante da identidade local.

 


Ao recordar a história do município, Venilton narrou um episódio pouco conhecido, mas muito significativo para a memória da região: o combate envolvendo os chamados "revoltosos" da Coluna Prestes.

 


Em 1927, durante a marcha da Coluna Prestes pelo interior do Brasil, Santa Cruz de Salinas contava com a presença do Tenente Felismino Henriques de Souza, integrante da Guarda Nacional e nomeado pelo marechal Hermes da Fonseca. Segundo a tradição local, Felismino recebeu a missão de organizar a resistência. Reuniu moradores da região e enfrentou os combatentes que passavam pelo local. Na memória preservada pelos habitantes, os moradores, liderados pelo Tenente Felismino, conseguiram vencer o confronto, transformando o episódio em um dos fatos históricos mais lembrados da cidade.

 

Mas nem só de fatos históricos vive a memória popular. Venilton também contou uma das mais conhecidas lendas do Vale do Jequitinhonha: a história do "Bicho de Pedra Azul", também conhecido como "Bicho de Fortaleza".

 


Embora a narrativa tenha surgido na região de Pedra Azul, ela atravessou municípios vizinhos e também se espalhou por Santa Cruz de Salinas. Conta a tradição que, no início do século XX, existia um rapaz chamado Joaquim Antônio, conhecido por maltratar a própria mãe. Após assassiná-la, teria morrido algum tempo depois. Diz a lenda que sua sepultura começou a rachar, dela nasceram cabelos e, em seguida, surgiu uma criatura monstruosa que passou a assustar os moradores da região.

 

Durante muitos anos, crianças e adultos acreditaram na existência desse misterioso ser. À noite, ouviam barulhos, pancadas nas paredes e sons vindos da escuridão. Venilton lembra que, quando era menino, tinha certeza de que o "Bicho de Fortaleza" permanecia do lado de fora de sua janela todas as noites.

 

Até que, já um pouco mais velho, decidiu vencer o medo.

 

Abriu a janela e descobriu que o suposto monstro era muito menos assustador do que imaginava: eram apenas os animais que andavam soltos pelas ruas — cavalos, jumentos e porcos — produzindo os ruídos que alimentavam a imaginação de toda uma geração.

 

Naquele instante, o lendário "Bicho de Fortaleza" deixou de ser um motivo de medo e passou a fazer parte das boas lembranças de sua infância.

 

Após dois dias convivendo com a população de Santa Cruz de Salinas, segui viagem em direção ao município de Comercinho, levando comigo a certeza de que conhecer uma cidade é, acima de tudo, conhecer as histórias de quem vive nela.

 

Por Duva

Projeto: Conhecer Todas as Cidades de Minas

segunda-feira, 6 de julho de 2026

CEMITÉRIO BOM JESUS - NOVO CEMITERIO DA CIDADE

 Hoje foi oficialmente disponibilizado para sepultamentos o novo Cemitério Bom Jesus, construído com recursos próprios da Prefeitura Municipal. A cerimônia foi marcada pelo ato de bênção e santificação da terra, conduzido pelo atual pároco, tornando este um lugar de paz, oração e esperança na ressurreição.


A entrega desta importante obra representa a realização de um antigo anseio da população. O novo cemitério oferece um espaço adequado para a realização dos sepultamentos, proporcionando mais dignidade, respeito e acolhimento às famílias em um momento de despedida, além de solucionar a situação de superlotação do antigo cemitério.


A Administração Municipal reafirma, com esta conquista, seu compromisso em investir em obras que atendam às necessudades da comunidade e promovam melhores condições de vida e bem estar para toda a população.


domingo, 14 de setembro de 2025

FOLIA DE REIS NA ESCOLA MUNICIPAL DE ÁGUA BOA - SANTA CRUZ DE SALINAS - MG - 11/09/2025

 OFICINA DE FOLIA DE REIS NA ESCOLA









FOLIA DE REIS E SÃO SEBASTIÃO “RESGATANDO RAÍZES”, DE ÁGUA BOA DE SANTA CRUZ

 

A Folia de Reis “Resgatando Raízes” do Distrito de Água Boa de Santa Cruz, município de Santa Cruz de Salinas, tem com Mestre Virgílio Teixeira dos Santos.

Os Pais de Virgílio Teixeira dos Santos, Plínio Teixeira dos Santos e Ana Maria da Silva, e seus tios, que moravam na região de Traçadal, eram foliões. Em quase todas as regiões existiam grupos de Folias de Reis.  Com o passar do tempo, foram morrendo os foliões mais velhos e os grupos foram gradativamente substituídos pelos mais novos.

Virgílio, junto com seu irmão José Teixeira dos Santos - Zuza, desde crianças, acompanhavam as folias, junto com seus pais. Eles aprenderam a tocar violão, pandeiro, triangulo, reque-reque, viola e zabumba, com seus pais, e fizeram um grupo do Traçadal, conseguindo as notas para marcar os Reis com Manoel de Josono de Retiro da Saudade.

Antigamente eram 7 a 9 dias de folias, para pagar promessas. Hoje as folias duram somente 3 dias.

As folias da região foram acabando, aí Virgílio e seu irmão Zuza juntaram alguns foliões de Água Boa, Santo Antônio, Córrego dos Brejos e São José da Boa Vista e criaram esta folia atual, que inicialmente era comandada por Zuza. Com o falecimento de Zuza, Virgílio passou a comandar o grupo de folia de reis, que foi denominado de Grupo de Foliões “Resgatando Raízes”, do qual é o Mestre.

O grupo é composto por Eduardo de São José, Manoel – Bidú, Geraldo de Nana, Niltinho de Coco, Otacílio Cocá, Corcino Batata, Zé Gata de Santo Antônio e Fabinho Sanfoneiro, que é o sanfoneiro principal.

Fabinho Sanfoneiro, filho de Virgílio, com 3 anos de idade, no colo da mãe, sempre olhava para Otacílio tocando sanfona. Virgílio comprou uma sanfoninha para ele, e ele começou as primeiras notas com esta sanfoninha. Depois Virgílio comprou uma sanfona de 48 baixos para Fabinho, e ele hoje, com apenas 14 anos é o sanfoneiro principal do grupo e faz apresentações artísticas na região.

Quando a folia “Resgatando Raízes” faz apresentações maiores, buscam também foliões de Pedra Redonda (Baguim) e de Santa Cruz (Germina).

A Folia de Reis “Resgatando Raízes” já fez apresentações em Santa Cruz de Salinas, Curral de Dentro, Taiobeiras, Vale das Cancelas e Bom Jesus da Lapa (BA).

 

Texto e pesquisa: Venilton Henriques Coelho

 

 

OBS: INSTRUMENTOS COMUNS DE UMA FOLIA DE REIS

  • Cordas: Viola caipira, violão, cavaquinho e rabeca.
  • Sopros: Sanfona (acordeão), gaita e pífano.
  • Percussão: Caixa (tambor), tambor, zabumba, pandeiro, triângulo, ganzá, reco-reco e maracás (chocalhos feitos de lata).
VIRGÍLIO
ROSÂNGELA - SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO ESPORTE, CULTURA E TURISMO
VENILTON - SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO
ALCIONE - DIRETORA DA ESCOLA



















quinta-feira, 4 de setembro de 2025

FOLIA DE REIS NA PRAÇA DO MERCADO DE SANTA CRUZ DE SALINAS

 





A TRADIÇÃO DAS FOLIAS DE REIS E FOLIAS DE SÃO SEBASTIÃO

 A Folia de Reis é uma manifestação cultural e religiosa brasileira, com foco na visita dos Reis Magos ao menino Jesus. Embora muitas folias sejam dedicadas aos Três Reis Magos (Gaspar, Melchior e Baltazar), também existem folias dedicadas a São Sebastião. 

            A Folia de São Sebastião, especificamente, é uma performance que representa as relações de poder, parentesco e afinidade de um grupo familiar, e é comemorada com cantos, rezas e cortejos. 

            Em resumo, a Folia de Reis é uma festa tradicional que celebra a visita dos Reis Magos e a Folia de São Sebastião é uma variante dessa festa, com foco em São Sebastião e com um caráter mais local e familiar. 

            Em algumas regiões, a festa também inclui comidas típicas e outras manifestações culturais. A festa é organizada por grupos de foliões, liderados por um mestre, que entoam cantos e modas em louvor. 

            Os foliões visitam casas e estabelecimentos, cantando e rezando, e recebem ofertas em dinheiro ou alimentos. 

            A festa se encerra com o "arremate", uma grande celebração que pode envolver a visita de outras folias e a apresentação de outras manifestações culturais. 

            As Folias de Reis e São Sebastião são tradições muito forte em Minas Gerais, com grupos de foliões presentes em diversas cidades e regiões do estado. A festa é celebrada com muita fé e devoção, e faz parte do patrimônio cultural e imaterial do estado. Em algumas cidades, a festa é promovida pela prefeitura, mostrando a importância da tradição para a cultura local. 

            Folia de São Sebastião em Santa Cruz de Salinas:

            Em algumas regiões, como em Santa Cruz de Salinas, Minas Gerais, a Folia de São Sebastião é uma tradição, com cantos e celebrações dedicadas ao santo. 

            A Folia é celebrada no município, seguindo as tradições locais. Uma das Folias da cidade conta com a tradição transferida de pais para filhos há muitos anos e comandada pelo Mestre Sebastião Pereira dos Santos (Tião Beréu), com a participação de Zé de Alzira, conta com os foliões: Zé de Alzira, Walter (Tarzan - filho de Eurico), Dão, Maria Doidinha, Maria Senhora, Dona Loura, João de Porcina, Maria de Florzino, Afrandim e Nozinha.

            No passado as Folias de Reis e São Sebastião, de Santa Cruz, contavam com Jason, Osorão, Clemente Lopes (bisavô de Tião), Josino, Dalmir, João Piloto, Lena, Ileno e Gregório

            Tinha também as Folias de Reis dos Fernandes: Romão, Aleixo e Mané Vieira

            A Folia de Reis de Virgílio de Água Boa, conta com o grupo de Folia comandada por Baguin, e o grupo de Germina.

 

Fonte - Texto e pesquisa: Venilton Henriques Coelho



























XXIII Festival Mundial da Cachaça em Salinas (MG)

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